Parece que a Igreja Brasileira está acordando. Digo acordando no sentido de que muitos seguimentos "Evangélicos" estão clamando por uma Nova Reforma. Até aí tudo bem. Mas o que seria "Uma Nova Reforma" em meio a uma Babel Teológica na qual estamos vivenciando hoje no Brasil? Digo Brasil na posição de ser aqui o meu reduto teológico.
Onde realmente se buscará referenciais, quando temos tantas concepções deturpadas e ineficazes quando se diz “sou evangélico”. Não é a toa que verdadeiros cristãos aqui estão preocupados em que rótulo se inserir. O que é que eu sou realmente? Protestante, Evangélico, Evangélico Pentecostal, Evangélico Neo-Pentecostal ou até quem sabe não usar nenhum destes rótulos, pois todos parecem carecer de norteadores realmente claros. Até já ouvi dizer que o sistema antigo de entendermos a igreja é ultrapassado. Devemos buscar novas formas de se entender a igreja. Estranho, será que realmente entendemos realmente o que é ser igreja? Será que a igreja brasileira não está colhendo frutos “azedos” e mirrados por não dar crédito a uma doutrina tão séria sobre o que é ser igreja e ficar tentando reinventar o que já foi revelado nas Escrituras? Nos não precisamos de uma “nova visão” nem de uma visão que funcionou aqui ou acolá em outros países. Precisamos é de nos adequar é “sola scripture” ou seja, somente as Escrituras.
Sabemos que por mais que sejamos otimistas, estamos enfrentando um tempo sem precedentes para igreja tupiniquim. Parece ser estranho, eu sei, sou crente em Cristo de uma denominação pentecostal histórica, mas de há muito tenho sentido o distanciamento sobre as questões doutrinárias. E espero que quando se escreve aqui “questões doutrinárias” o leitor me entenda bem. Estou falando de questões primordiais de quem é Deus e sua soberania e principalmente sobre o fundamento da igreja neo-testamentaria. Parece-me de que tanto ouvirmos as “novas músicas” evangélicas estamos construindo, ou melhor, estamos desconstruindo uma Teologia Reformada que tanto custou aos reformadores e criando uma nova concepção de triunfalismo barato e insosso. É isso mesmo, soou estranho não é? Você pode estar pensando aí ao ler estas linhas escritas por mim e pensar: “Ele não disse que era de uma denominação histórica pentecostal? E agora está falando de Reforma Protestante e uma “Nova Reforma”? Pois bem é isso mesmo leitor! Eu tenho me debruçado constantemente sobre este tema. E vejo que se a igreja brasileira quer ser vencedora “realmente” como é cantada aí aos quatro ventos pelos novos “cantores” evangélicos. Ela precisa retornar de novo a Antiga Reforma que de antiga não tem nada. Sempre será nova. Voltarmos novamente aos ensinos das antigas teologias que já há tanto nos mostravam um Deus soberano que não está condicionado a nenhuma baboseira inventada por homens sem o Espírito. E que como diz o profeta Isaias 46. “que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.
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